1. SEES 29.8.12

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  UMA FALSA SOLUO PARA UM PROBLEMA REAL
3. ENTREVISTA  JAN GEHL  TAMANHO E BELEZA NO SO TUDO
4. LYA LUFT  QUERENDO QUE D CERTO
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  COMO AGIR DIANTE DE UMA CRISE CONVULSIVA

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

ENSINO MDIO PARA O SCULO XXI
A ltima edio do Ideb, divulgada recentemente pelo governo federal, revelou um quadro desolador do ensino mdio. Em uma escala de zero a 10, essa etapa do ensino nacional recebeu nota mdia de 3,7. A tragdia se completa com altos ndices de evaso e repetncia. O MEC esboou uma resposta aos maus resultados, dizendo que a soluo poderia passar pelo agrupamento de disciplinas em quatro grandes reas de conhecimento. Educadores ouvidos por VEJA.com, porm, dizem que isso no  suficiente para manter os jovens na escola e form-los apropriadamente. Eles propem a massificao do ensino tcnico, a possibilidade de os estudantes escolherem a nfase de seus cursos e a eleio das disciplinas de portugus e matemtica como pilares do ciclo.

SEM DVIDAS NA PROVA DO ENEM
As regras do novo acordo ortogrfico valero para o Enem 2012? Qual era o objetivo da Revoluo de 1932? Como interpretar uma charge na prova? Dvidas como essas so comuns entre estudantes que vo participar do Enem deste ano. Elas foram reunidas por VEJA.com e apresentadas aos professores do Anglo Vestibulares, que, alm de esclarec-las, explicam outros temas recorrentes na avaliao.

IDOSOS COM REMDIOS DEMAIS
Um idoso que ingere grande nmero de remdios est sujeito a riscos que vo alm dos efeitos colaterais. Consumidas simultaneamente, as drogas podem interagir de maneira perigosa, anulando a ao uma da outra ou produzindo condies inesperadas no organismo. O alerta  do farmacutico americano Armon Neel Jr., ele prprio um senhor de 74 anos. Em seu novo livro, Are Your Prescriptions Killing You? (Suas Prescries o Esto Matando?), ainda sem traduo no Brasil, Neel tambm chama ateno para a falta de preparo da maioria dos mdicos na hora de receitar medicamentos para idosos. Em entrevista ao site de VEJA, ele afirma: A maioria deles, infelizmente, est tomando remdios que no deveria.

BOLLYWOOD EM CARTAZ NO BRASIL
Filmes de Bollywood, a indstria cinematogrfica da ndia, a segunda mais lucrativa do cinema mundial, comeam a ser distribudos a partir desta semana no circuito brasileiro.  O baiano Andr Ricardo Nascimento e o indiano Dinesh Sinha, donos da recm-criada distribuidora Bollywood Filmes, apostam no gosto do brasileiro por narrativas de folhetim, tpicas de novelas e de filmes indianos.  O Brasil est crescendo rapidamente e adquirindo interesse por outras culturas, disse Sinha ao site de VEJA.


2. CARTA AO LEITOR  UMA FALSA SOLUO PARA UM PROBLEMA REAL
     A principal funo da universidade  produzir conhecimento ou reparar injustias sociais e iniquidades histricas, como a escravido? Se a presidente Dilma Rousseff sancionar a Lei de Cotas, na semana que vem, ter deixado clara a escolha do governo pela segunda opo. Uma reportagem desta edio de VEJA mostra as armadilhas por trs da lei que obriga as universidades federais a reservar 50% de suas vagas para estudantes da rede pblica, distribudas de acordo com a proporo de autodeclarados negros, pardos ou ndios na populao.
     O crculo vicioso que acaba por destinar aos ricos (e brancos) a maior parte dos lugares nas universidades pblicas  sustentadas com o dinheiro de todos os contribuintes, incluindo negros e pobres  tem de ser quebrado. Mas, se esse  um problema real, a soluo pelas cotas  falsa. Ao decidir que uma em cada duas vagas ser preenchida por critrios indiferentes ao mrito, o governo incorre
em pelo menos dois riscos. O primeiro  comprometer a excelncia do ensino e da pesquisa  j que, por definio os cotistas so estudantes mais mal preparados do que os no cotistas. O segundo  perpetuar as deficincias do ensino pblico mdio e fundamental, uma vez que a lei corrige na ponta o que deveria ser resolvido na base.  no ensino fundamental e mdio que esto os funis que mais estreitam o acesso dos desprovidos  educao de qualidade.
     A seu favor, no entanto, a Lei de Cotas tem a vantagem de vir com prazo de validade. Ela vai vigorar por dez anos, perodo em que se podero avaliar, inclusive, suas supostas vantagens  como a de que, ao misturar alunos mais preparados, egressos das boas escolas privadas, com alunos menos preparados, vindos das deficientes escolas pblicas, os primeiros puxariam os segundos para cima. H estudos que apontam nessa direo e que a experincia poder confirmar.
     Se a poltica de cotas ainda tem resultados incertos, o investimento pblico em crebros j provou ser, mais do que uma boa aposta, uma iniciativa capaz de pavimentar o futuro de uma nao. O assunto  tema de outra reportagem desta edio. Neste ms, retornam ao pas os primeiros universitrios do programa Cincia sem Fronteiras, projeto do governo em parceria com a iniciativa privada que enviar, at 2015, 100.000 brasileiros para estudar nas melhores universidades do exterior. A ltima vez que se viu um investimento parecido foi durante o regime militar. Nas dcadas de 60 e 70, o governo financiou intercmbios estudantis nas reas de explorao petrolfera, pesquisa agrcola e engenharia de aeronaves  trs campos em que, no por coincidncia, o Brasil  hoje lder mundial.


3. ENTREVISTA  JAN GEHL  TAMANHO E BELEZA NO SO TUDO
Um dos grandes urbanistas da atualidade diz que seus colegas devem parar de se deslumbrar com suas torres imensas e projetar cidades para melhorar a vida da populao.
GABRIELE JIMENEZ

Nas ltimas cinco dcadas. o dinamarqus Jan Gehl, 75 anos, tem sido uma voz dissonante entre seus colegas estrelados, grande parte deles adepta dos edifcios espetaculares e monumentais  daqueles projetados para ser vistos de longe, de dentro do carro. Gehl diz defender a volta  escala humana, que valoriza, por exemplo, detalhes nas fachadas, para ser apreciados por quem anda a p  ou, mais alinhado com o politicamente correto, de bicicleta. Pesquisador da Royal Danish Academy of Fine Arts, em Copenhague, e autor do livro Cidades para Pessoas, ele liderou a transformao de sua cidade natal e de Melbourne, na Austrlia. Para Gehl, o fascnio pelos prdios deixou as pessoas em segundo plano. Ele vem sendo consultado por governantes do mundo todo, como o prefeito Michael Bloomberg, que lhe concedeu, em 2009, um prmio por suas contribuies a Nova York.

Por que o senhor  contra os edifcios monumentais? 
Muitos de meus colegas fazem uma enorme confuso em relao ao conceito de escala. Eles criam projetos pensando em altura e buscando construir prdios que mais paream monumentos, de maneira que suas obras de concreto possam ser apreciadas a distncia por quem passa por elas a 70 quilmetros por hora dentro de um carro.  o ponto de vista dos motoristas que tem determinado os contornos da maioria das cidades modernas. A escala humana, que eu defendo e aplico,  a que valoriza espaos menores, praas e fachadas com detalhes que as pessoas podem observar quando andam a p. Essa  a perspectiva que ainda predomina nas reas mais antigas dos centros urbanos ou mesmo em cidades inteiras que atravessaram os sculos preservando a escala humana em seu conjunto, como Veneza. Qualquer arquiteto moderno que pretenda tornar um lugar agradvel  espcie humana deve compreender isso. Temos de nos desprender da ideia de que tudo gira em torno dos automveis.

Ser contra carros no  uma viso romntica demais? 
No se trata de no gostar de carros. O que eu defendo  a necessidade de pensar duas vezes antes de construir avenidas e viadutos, que so um estmulo para que as pessoas usem mais e mais carros. Por outro lado, se erguermos praas e ciclovias boas e seguras, estaremos incentivando as pessoas a andar de bicicleta ou mesmo a p. Sou um defensor da ideia de que mais ruas sejam vetadas aos carros e que se cobre uma taxa de quem dirige em reas de trfego mais intenso. Desde 2003, os motoristas pagam para circular pelo centro londrino e, sozinha, essa medida foi capaz de fazer o trnsito cair 20%. Cabe a ns, planejadores urbanos, dar s pessoas o estmulo correto. O mais fantstico em meu ofcio  que as intervenes urbanas tm o poder de criar novos hbitos e comportamentos.

A arquitetura  capaz de moldar comportamentos? 
Sem dvida. Veja o caso de Nova York. H trs anos, a deciso de fechar a Times Square, centro nervoso de cruzamentos de grandes avenidas, causou desconfiana. Apareceu at gente dizendo que sem aquele trnsito to familiar a cidade perderia sua identidade. Os lojistas tambm desaprovaram. Achavam que o comrcio ia despencar, j que o movimento na rea cairia. Mas as previses mais pessimistas no se confirmaram. Hoje as pessoas passam mais tempo na regio e se demoram justamente olhando as vitrines e comprando. Manhattan de fato melhorou com essa interveno. Foi um caso que acompanhei de perto, como consultor do projeto, e fez reforar em mim a convico de que as resistncias sempre esmorecem quando os crticos percebem que sua cidade est mais acolhedora e agradvel.

Mas o senhor acha que faz sentido dificultar a vida dos motoristas em cidades onde o transporte pblico  insuficiente?
Faz, desde que se invista paralelamente na melhora dos sistemas de nibus, dos metrs e das ciclovias. Uma questo econmica conspira a favor. Por mais de meio sculo, tivemos gasolina barata  um poderoso incentivo para que os carros proliferassem e as cidades fossem planejadas para acolh-los. Mas, daqui para a frente, com o escasseamento do petrleo e a alta no preo do combustvel, seremos forados a mudar essa mentalidade e apostar para valer em transporte pblico e boas ciclovias. Pode-se dizer que a bicicleta mudou radicalmente a paisagem de cidades como Copenhague.

Como isso aconteceu? 
Construmos uma extensa malha de pistas, oferecendo s pessoas segurana e conforto para pedalar. Os motoristas foram se habituando a essa estreita convivncia com os ciclistas e hoje os respeitam exemplarmente.  um sistema to bom que cada vez mais gente usa a bicicleta como meio de transporte em Copenhague. Os ltimos nmeros disponveis mostram que 37% dos habitantes vo ao trabalho pedalando. At 2015, ser metade da populao. Nova York est enveredando por caminho semelhante. A meta do prefeito Bloomberg  construir 5000 quilmetros de ciclovias  esforo fundamental para tornar sua metrpole a mais verde do mundo. Ambas podem servir de modelo para outros grandes centros, como Rio de Janeiro e So Paulo. Essas e outras capitais do mundo em desenvolvimento, como Lagos, Jacarta e Xangai, cresceram rpido demais e de forma desordenada, acumulando gargalos de infraestrutura que impem desafios gigantescos. Todas precisam urgentemente de bons planejadores. 

E onde os maus planejadores tm errado mais? 
Por muitas dcadas, eles vm encampando ideologias que pem a beleza e o impacto visual  frente das verdadeiras necessidades humanas. Acabam resumindo a histria a Se algo  bonito, o resto se resolve. Mas no  assim que as coisas ocorrem. Construiu-se sobre essa premissa um grande equvoco que subverte a ordem natural das coisas. No passado distante, os urbanistas se debruavam, primeiro, sobre a demanda das pessoas, depois refletiam sobre os espaos pblicos e, por fim, imaginavam os edifcios nesse cenrio. Hoje, a maioria de meus colegas pensa antes de tudo nos edifcios, depois nos espaos em que eles vo brotar e, s no fim, nas pessoas que circularo por ali.

Quais so as cidades que o senhor classifica como mais agradveis para viver? 
Coloco na lista, de novo, Veneza e Copenhague, alm de Melbourne, na Austrlia, e alguns distritos e bairros de certas cidades, como Greenwich Village, em Nova York. Gosto tambm de praas que, para mim, so o suprassumo desse modelo de espao que acolhe bem as pessoas, como a Piazza dei Campo, em Siena. Todos so, em alguma medida, lugares preservados de males urbanos como trnsito catico e altas taxas de criminalidade. Tambm oferecem reas onde se pode caminhar, sentar, observar, falar, ouvir, se divertir e se exercitar. Suas construes mantm ainda uma boa escala e design de primeira, que levam quem as ocupa a se sentir confortvel e protegido. Repare como o design dos edifcios  apenas um, e no o mais importante, dos componentes que, somados, compem bons habitats para a espcie humana.

Mas os prdios esculturais e os arquitetos-celebridade que o senhor critica tambm podem mudar, e para muito melhor, o destino de uma cidade, como aconteceu em Valncia, com Santiago Calatrava, e em Bilbao, com Frank Gehry. 
Gosto de algumas obras de Calatrava, mas no de tudo. De modo geral, no sou f desses profissionais alados  condio de gnios da espcie  os starchitects. Eles acham que podem andar sobre a gua s porque produzem obras que, segundo sua prpria viso, so cruciais para a humanidade, j que transformam os lugares em que esto. Mas essa no  a ideia de relevncia em que acredito. Definitivamente, no gosto da monumentalidade da arquitetura modernista.

Isso quer dizer que o senhor no gosta, por exemplo, da Braslia de Oscar Niemeyer? 
O que mais me incomoda na arquitetura modernista  o fato de que  uma arquitetura pensada de cima para baixo e no o contrrio, como deveria ser. O exemplo de Braslia  emblemtico tanto que costumo me referir  sndrome de Braslia quando vejo locais muito grandiosos e sem nenhuma conexo com as necessidades de seus habitantes. Braslia at impressiona vista de cima, da janela do avio, mas l embaixo, no nvel do olho humano, ela no cumpre nenhum dos critrios que fazem de uma cidade um lugar bom para viver. Alguns dos espaos em Braslia esto entre os piores que j vi na vida. A cidade  monumental demais, desagradvel para caminhar. Nos anos 60, quando esse tipo de traado se popularizou, ningum sabia nada sobre a interao das pessoas com o espao que elas habitam. O que se sabia era como planejar uma cidade tecnocrtica. O vis modernista, que prioriza o prdio e ignora o que acontece  sua volta, no produziu cidades boas para viver. Como princpio, eu no gosto.

O senhor, que no aprecia carros, tambm  contra os arranha-cus? 
No, mas acho que eles devem ser erguidos de forma criteriosa. Costumo dizer que planejar grandes torres  a soluo mais fcil e preguiosa para lidar com altas densidades demogrficas. O mais difcil  espalhar edifcios baixos nesses grandes centros e mesmo assim torn-los lugares viveis do ponto de vista econmico, como acontece em Paris e Barcelona. Isso, sim,  tarefa para os bons arquitetos. Precisamos conhecer bem cada lugar antes de decidir infest-lo de arranha-cus. Em pases onde venta muito, como Inglaterra, Dinamarca e Holanda, prdios altos demais so contraindicados porque funcionam como barreiras. Ao se chocarem com as grandes estruturas de concreto, os ventos se dissipam e a velocidade com que chegam ao nvel do solo pode multiplicar-se por quatro. Evidentemente os arranha-cus so teis ao acolher muitas pessoas ao mesmo tempo em cidades onde h escassez de terreno. Mas, mesmo nesses casos,  possvel erguer prdios altos sem minar o conforto das pessoas. O melhor exemplo que eu conheo  o de Vancouver, no Canad. Ali, os edifcios mais baixos ficam nas extremidades dos quarteires enquanto as torres ocupam a parte central. Desse modo, o horizonte fica mais limpo.  o contrrio do que ocorre em Dubai, por exemplo, apesar de seu conjunto de prdios baseados na arquitetura verde.

As cidades mais verdes so sempre as melhores para viver? 
Esse  um dogma com o qual no concordo. O fato de uma cidade ter uma preocupao maior com o meio ambiente no , absolutamente, garantia de que ela esteja voltada para as necessidades de seus habitantes, que transcendem muito a questo ecolgica. Dubai, como j disse, retrata bem isso. Os edifcios de l foram quase todos erguidos para economizar energia, mas a cidade como um todo no  nada agradvel. No fundo, no  nada verde. Faltam reas onde as pessoas possam caminhar, se esbarrar e se falar, produzindo aquela efervescncia tpica dos locais bons para viver. H, em Dubai, reas onde nem sequer existem caladas, o que fora as pessoas a usar o carro. No basta, portanto, adotar uma cartilha de regras ecologicamente corretas e achar que isso far um lugar mais agradvel.  preciso ir muito alm disso ao pensar os centros urbanos modernos. Eles devem ser como uma boa festa.

Como assim? 
Se voc fica em uma festa por mais tempo do que planejava,  porque se divertiu. Toda cidade deveria ser como aquela festa que d certo, em que as pessoas se sentem to bem e to  vontade que acabam ficando. Viajo muito e sei que em vrios centros urbanos as pessoas tm a sensao de que a vida piora a cada dia. Mas h os bons exemplos de cidades onde os arquitetos no se deslumbraram demais com as formas e olharam para o que interessa: os habitantes e suas necessidades. So esses os casos que devem inspirar governantes e planejadores urbanos.


4. LYA LUFT  QUERENDO QUE D CERTO
     Querer que d certo, a gente sempre quer: a nova turma na escola, o novo amigo, o vestibular, o primeiro emprego, o casamento, o filho, a deciso inescapvel, o necessrio e o ftil, a segurana e a aventura. Os planos do novo ano. Os desejos bons e tambm os menos nobres, de que algum se ferre, que para ele d errado  porque no somos santos. A construo da vida, tanta coisa. As pessoas queridas. O livro, o carro, o amor ou at a separao. A sobrevivncia depois da morte de algum especial. Que d certo tambm o que nem  pessoal mas a todos atinge: o pas, a democracia, a qualidade de vida, a dignidade de todos, a reduo da desigualdade, o nvel do ensino, da sade, os cuidados com a seca, com a enchente, com os deslizamentos, com os horrores da sade pblica, com o excesso de faculdades pelo pas, a insensatez das cotas que promovem a discriminao e o preconceito, e marcam como incompetentes os que se beneficiam delas. Que s vezes nem tm outro jeito, pois nivelamos por baixo: facilitamos as coisas em lugar de dar aos que precisam melhores condies, condies timas: isso seria o sensato. Mas somos insensatos; ento, torcemos para que, apesar de tudo, d certo.
     Agora nos oferecem mais planos, projetos, pacotes, para que, finalmente, o pas deslanche do seu marasmo, que pacotes anteriores no sacudiram direito. Eu quero muito que deem certo esses novos projetos. Estradas e ferrovias, para comear, poiso nosso transporte  mais um inqualificvel fator do nosso inqualificvel atraso. Portos e aeroportos. Espero que se incluam tambm sade, ensino, segurana, que andamos cada vez mais violentos e todas as notcias negativas, que so muitas, saem mundo afora preparando os espritos para 2016. Que sejam projetos inteligentes e possveis; que tenham  frente gente supercompetente, embora competncia seja mercadoria rara por aqui. H gente demais improvisando, viramos o pas do improviso, do puxadinho, do jeitinho, do palpite? Os muito competentes podem nem querer certos cargos e encargos. Sobretudo se ligados  poltica: a tudo se complica, os jogos de poder, os postos dados por interesse, no pelo preparo e capacidade, tanta trama que nem conhecemos direito, mas de que sabemos o suficiente para ficar de cabelos em p. Ou melhor  no saber, assim a gente se salvaria? Seja como for, eu, que me afasto da poltica o mais que posso  para preservar alguma qualidade de vida, de objetividade e de harmonia comigo e com o mundo , eu, que no perteno a nenhum partido porque so demasiados e confusos, porque brotam feito cogumelos e so mutantes como camalees nervosos, eu mesmo assim me interesso extraordinariamente por este pas. A ele dei filhos e netos, seres humanos decentes e bons, desses que como tantos outros so o sal da terra e para isso no precisam ter poder nem altos cargos: basta que existam e sejam como so. A este pas Brasil dei e darei trabalhos e dcadas de vida. Dele muito recebi tambm, nele quero sempre viver, e morrer. Nele estou por escolha consciente todos os dias de minha vida. Ento, quero muito que os novos projetos deem certo, com tudo o que contiverem de bom (o medocre que neles exista faz parte de sermos humanos).
     Resta saber o que  dar certo. Um plano com bons projetos  um comecinho. Predominarem boas intenes ser dar um pouquinho certo (tudo em diminutivos por enquanto). Ficar em mos experientes e competentes, sem amadorismo, ser dar bastante certo. Passar da utopia para entrar na realidade, com seriedade, seria ou ser dar supercerto. Se tudo sair medianinho, j vai ser um avano. Chegar a termo ser quase um milagre: a gente no v muito disso por aqui. No acredito cegamente, pelo que temos experimentado de grandes palavras, grandes planos  e grande esquecimento. Mas eu quero, eu toro, eu apoio, eu espero, eu observo... e, quando puder, eu comento. Que eu possa comentar s coisas boas, coisas positivas e concretas, e dizer: Finalmente est dando certo, viva a gente brasileira.


5. LEITOR
HORMNIOS
Cada vez mais se reconhece que somos movidos a hormnios, e VEJA mostra os benefcios de vrios deles na reportagem Hormnios. Eles comandam tudo, do humor ao emagrecimento (22 de agosto). Sou mdica e observo que as pesquisas, os benefcios e os resultados clnicos da reposio hormonal melhoram no mundo todo.
ELIANA LOPES DA SILVA POLOTTO
So Jos do Rio Preto, SP

A irisina  um acelerador natural da perda de peso, uma grande promessa na terapia da obesidade. O conceito da orquestrao hormonal  exatamente o que ns, mdicos, devemos descrever, todos os dias, para os nossos pacientes. Precisamos atingir o nosso equilbrio com sabedoria e tica.
FBIO CSAR DOS SANTOS
Presidente da Associao Mdica Brasileira de Ortomolecular
Santo Andr, SP

As pesquisas com a irisina ainda devem ser aprofundadas. Essa ginstica em gotas no trar s benefcios. Pessoas sedentrias ficaro ainda mais sedentrias, j que, com a perda de peso, estaro desobrigadas de fazer exerccios. Com isso, vo deixar de lado um dos maiores benefcios das academias: a socializao. Nada substitui o exerccio, que, alm de melhorar a qualidade de vida, traz felicidade.
GEORGIA GRECCA
Curitiba, PR

Com tantas inas circulando pelo nosso organismo, nada como uma reportagem esclarecedora para aprendermos um pouco mais sobre como lidar com elas.
ROBERTO SZABUNIA 
Joinville, SC

Sou educador fsico e entendo que o uso da irisina trar enormes avanos para o tratamento da obesidade, mas questiono se ela tambm vai promover o aumento da massa muscular, se far preveno e tratamento de doenas como osteoporose e se melhorar a fora de um idoso para levantar-se de uma cadeira. Acho que no. Ainda precisamos da atividade fsica para promoo e manuteno da sade.
MAURICIO ANTUNES
So Paulo, SP

As jornalistas Adriana Dias Lopes e Natalia Cuminale conseguiram, de forma brilhante, entender e transportar para o leitor a beleza e a complexidade do sistema endcrino  responsvel pelo controle e pelas inter-relaes hormonais nos seres humanos.
MARISE LAZARETTI CASTRO
Chefe do setor de Doenas Osteometablicas e professora de endocrinologia da Escola Paulista de Medicina  Unifesp
So Paulo, SP

J vimos esse filme antes... Comea com um murmrio vindo das primeiras pesquisas ainda em animais de laboratrio (que, muitas vezes, no apresentam nem de longe os mesmos resultados em seres humanos) e logo toma corpo na forma de um burburinho, transformado, depois, em franca gritaria. Finalmente, a obesidade ser vencida, e, melhor ainda, sem esforo! O velho problema de sempre, com o velho roteiro batido: caso a irisina tenha efeito similar em humanos, certamente ser transitrio, j que o metabolismo celular  regido por interaes muito complexas. Estamos sempre  procura da bala de prata que pode nos tornar imunes ao ambiente de excesso de oferta e falta de atividade fsica. No quero ser pessimista, mas, enquanto ficamos buscando solues para situaes pontuais, a obesidade segue aumentando e a lei de Darwin, que seleciona os mais aptos ao meio ambiente, vai fazendo o seu trabalho. Diminui a expectativa de vida dos poupadores de energia (sedentrios) e privilegia os gastadores.
RICARDO FERNANDO ARRAIS
Mdico endocrinologista peditrico 
Natal, RN

JOO BATISTA ARAUJO E OLIVEIRA
Na entrevista No precisamos de escolas-modelo(22 de agosto), o educador Joo Batista Araujo e Oliveira fez uma analise adequada e correta sobre a educao de base brasileira. Realmente, o descalabro da educao fundamental no est ligado aos recursos.  muito mais uma questo de adoo do mtodo e de rigoroso acompanhamento de uma gesto profissional. Esto de parabns VEJA e o educador.
MRCIO DAYRELL BATTUCCI
Belo Horizonte, MG

Realmente, no precisamos de escolas-modelo. Essas ilhas de excelncia nada mais so que vitrines polticas, sem a menor preocupao com a educao.
LUCIANO ROCHA DE OLIVEIRA
Vitria, ES

Depois da excelente entrevista com o educador Joo Batista Araujo e Oliveira. fica a pergunta: por que esse homem no  o ministro da Educao do nosso pas?
HELTON PINHEIRO DA ROCHA
Castanhal, PA

Finalmente uma voz lcida, corajosa, at irnica, analisou com tanta propriedade a falncia do sistema educacional brasileiro. Sou professora aposentada, mas continuo trabalhando no curso superior; cada dia mais me assusto e entristeo com os alunos analfabetos que chegam s minhas mos. Mudanas de nomenclatura e teorias absurdas aprofundam e agravam o problema ano aps ano. As crianas entram e saem da escola sem saber ler, escrever nem sequer raciocinar. Como podem ter a tal leitura do mundo se mal leem e interpretam um texto elementar? Se o professor  to ou mais despreparado que elas? Se o professor que quer realmente ensinar  obrigado a aprovar? E o que dizer dos enlouquecidos currculos, inchados de discipunas inteis que no levam a nada? E
Agora, em poca eleitoral, candidatos que j estiveram  frente de governos e nada fizeram  pelo contrrio, pioraram a situao  vm com um discurso demaggico e enganador.
ELVIRA HENRIQUETA LOT BARRETO
So Paulo, SP

Este  um bom momento para reflexes como a do educador Joao Batista Araujo e Oliveira. Precisamos de gestores na rea da educao que implementem aes concretas para reverter essa triste realidade. Estudantes, principalmente os da rede pblica de ensino, no podem continuar sendo vtimas de um sistema fracassado.
ELIZEU CRISOSTOMO DE VARGAS
Cachoeiro de Itapemirim, ES

CLAUDIO DE MOURA CASTRO
Assim como a brilhante entrevista com o educador Jogo Batista Araujo e Oliveira, o artigo A grande reforma educacional (22 de agosto), do economista Claudio de Moura Castro, espelha a situao atual da educao no Brasil. Como educadora, concordo plenamente com as colocaes. Pena que os dirigentes brasileiros no possuam uma viso to lcida do tema. As escolas brasileiras carecem urgentemente de gestores capazes e eficientes, preparados para aplicar corretamente os recursos financeiros. S assim poderemos sonhar com uma educao de qualidade. Enquanto isso, ficamos com pssimas colocaes nos programas de avaliao. Quando os polticos brasileiros vo entender que desenvolvimento econmico s vir com investimentos concretos na educao?
NEURISMAR CASTRO BARRETO TORRES
Braslia, DF

A opinio de Claudio de Moura Castro  extremamente adequada ao atual cenrio da educao no Brasil. Ele poderia ter mencionado tambm a poltica de cotas de 50% das vagas de universidades federais, destinadas a estudantes de escolas pblicas. Em vez de melhorar o ensino chamado agora de bsico, a fim de poder competir com o de escolas privadas, o governo simplesmente tenta resolver um problema criando outro. No adianta facilitar a entrada no ensino superior se a base  de pssima qualidade
FBIO FANTAZZINI VIEIRA
Sete Lagoas, MG

Apesar de tantas reformas, at hoje todas as avaliaes do sistema educacional apresentaram resultados negativos. O que deveria ser aprendido no se aprende ou se esquece imediatamente depois dos exames. O que acontece? So necessrias tantas reformas?
ANTONIO CARLOS DE MELLO 
Londrina, PR

A fragilidade do sistema educacional brasileiro foi exposta de maneira clara e objetiva por Claudio de Moura Castro. Cabe agora aos governantes decidir se vo continuar apenas maquiando os problemas ou se faro algo definitivo para resolv-los.
VICTOR PINHEIRO COSTA
Engenheiro Coelho, SP

A QUEDA, DE DIOGO MAINARDI
Vi o nome do colunista no ndice da revista e fui, como de costume, direto  pagina da reportagem Uma queda para o alto (22 de agosto). Ao terminar a leitura do texto, realmente concordei que ler sobre Jos Dirceu no mesmo dia emporcalharia meu domingo. A leitura da reportagem no me trouxe um sentimento de pena do hoje pr-adolescente Tito, cujo crescimento acompanhei nas pginas de VEJA, mas de alegria por constatar como esta evoluindo a cada dia que aumentam seus passos. Tito, voc  um felizardo por viver envolto em tanta cultura, seja a aprendida com seus pais, seja a que evapora das guas mediterrneas que banham a cidade de Veneza, que tive o prazer de conhecer neste ano. Vou comprar o livro A Queda. Obrigado, Diogo Mainardi,
MOYSES BARJUD MARQUES
Fortaleza, CE

Quando li sobre o momento em que Diogo viu sua criana pela primeira vez naquela situao, lembrei de mim mesmo ao ser apresentado ao meu filho. Depois de um acidente no parto, com propores maiores, ele teve paralisia cerebral grave. No instante em que vi Joo Vitor naquela incubadora, tive de ser socorrido por seis enfermeiras, aos prantos. A queda foi inevitvel, e ficamos no cho por alguns dias. Mas tivemos de nos reerguer. Hoje, temos a absoluta certeza de que os problemas que vo surgir ao longo do tempo nunca sero os mesmos que vislumbramos naquele dia do seu nascimento. Em outubro prximo, ele completar 4 anos de muita luta, muitas quedas e muitas vitrias. Esse livro certamente eu lerei com profundo carinho.
MAURICIO ROBERTH NOGUEIRA
Braslia, DF

Agradeo a VEJA pela oportunidade de minimizar a imensa saudade que sentimos de Diogo Mainardi ao apresentar o seu novo livro, A Queda. Pelo pequeno esboo, podemos antever mais uma obra brilhante desse apaixonante escritor que nos faz muita falta.
APARECIDA STRELOW 
Balnerio Piarras, SC

CRENA NO INACREDITVEL
Excelente a reportagem Por que se acredita no inacreditvel (22 de agosto), com o psiclogo americano Michael Shermer. No desmerecendo sua importncia no passado  quando crenas e religies se tornavam, em alguma medida, um norte para certos anseios da vida cotidiana ,  importante reconhecer que a crena, obscura e paralisante, em nada contribui para a evoluo da nossa civilizao. Concordo com ele quando diz que, embora a cincia no tenha respostas satisfatrias para tudo, isso no significa que as crenas as tenham. Assim, acho que o mais importante para a nossa evoluo enquanto cidados so a educao acadmica e a educao social-familiar, de respeito  natureza e ao outro.
ROSANGELA MOTA PEIXOTO
Rio de Janeiro, RJ

Criador de uma ONG, de uma revista, de sites e de programas de TV, Michael Shermer mostra que no  a religio, mas sim o ceticismo pueril que tem um apelo social enorme. G.K. Chesterton descreveu, com sua costumeira genialidade, esse tipo de ctico moderno: No  que as pessoas que deixam de acreditar em Deus no acreditam em mais nada;  que elas acreditam em qualquer coisa.
THELMO DE ARAUJO
Fortaleza, CE

ASILO A JULIAN ASSANGE
No caso WikiLeaks parece haver, como em muitos outros envolvendo asilo poltico, um conflito entre liberdade de expresso e interesse nacional. A diplomacia deve ser exercida, como j dizia o baro de Rio Branco, na defesa dos interesses dos pases. O que parece ser,  primeira vista, tautolgico no o  entre as diplomacias do Primeiro Mundo, que sabem muito bem separar uma coisa da outra. Assim, para os britnicos  muito mais importante conservar suas boas relaes com a Sucia do que conceder salvo-conduto a Julian Assange (Cai a mscara, 22 de agosto).
ROBERTO CASTRO
So Paulo, SP

DIPLOMA PARA JORNALISTA
Achei oportuna a lcida reportagem Diploma de insensatez (22 de agosto), sobre o projeto de emenda constitucional que pretende fazer retornar a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exerccio profissional nos rgos de comunicao social. Faltou informar apenas o autor do projeto: o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).  sempre importante que os eleitores saibam o nome dos responsveis por iniciativas contrrias aos verdadeiros interesses da sociedade.
MARCO ANTONIO BOMPET
Rio de Janeiro, RJ

Incrvel a deciso do Senado de aprovar a volta da obrigatoriedade de formao especfica para a prtica do jornalismo. A escola sempre ter seu valor, mas quase nada poder acrescentar se no houver por parte do formando um talento natural para exercer a profisso. Dons musicais, literrios ou jornalsticos sempre foram e sero superiores s especificidades curriculares. Est nas mos dos deputados trancafiar para sempre os armrios cheirando a naftalina dos opressores do passado.
CELSO SILVEIRA ROSA
Vitria, ES

Jornalista, assim como qualquer profisso, requer formao e aprimoramento. Todos os profissionais tm o direito de se expressar. Para tanto, existem aqueles que atuam como colaboradores dos meios de comunicao ou que so entrevistados. Fazer jornalismo, alm da vontade e do amor, requer tcnica  desde os princpios bsicos de apurar a veracidade das informaes e de ouvir todas as partes at a diagramao e a edio. No se pode confundir liberdade de expresso com liberao da falta de profissionalismo.
WAGNER FERNANDES GUARDIA
So Vicente, SP

JULGAMENTO DO MENSALO
Excelente a cobertura que a revista VEJA vem dando ao julgamento do mensalo
 e com isso colaborando para melhorar a conscientizao dos brasileiros (Tenso na corte, 22 de agosto). Destaco a conduta do ministro Joaquim Barbosa, de famlia humilde, que no precisou do famigerado esquema de cotas para alcanar o Supremo Tribunal Federal (STF).
KLEBER PEREIRA GONALVES
Belo Horizonte, MG

Pelo que se v no julgamento dos rus do mensalo, alguns dos ministros do STF, se pudessem, usariam uma toga vermelha, da cor da estrela-smbolo do PT. Nunca  demais lembrar que governos so transitrios, mas biografias so permanentes.
TLLIO MARCO SOARES CARVALHO
Belo Horizonte, MG

CONTRABANDO DE ELEITORADO
Interessante a reportagem Contrabando de eleitores (22 de agosto). Vale lembrar o caso do senhor Jos Sarney, presidente do Senado e terceiro na linha de sucesso presidencial no Brasil. Ser que ele realmente reside  se sim, em qual cidade  no Amap, estado pelo qual foi eleito senador? Sempre disseram que o seu domicilio era ao Maranho...
BELMIRO JODAS
Araras, SP

DELTA E A CPI DO CACHOEIRA
A CPI do Cachoeira podia ir um pouco mais longe: se as empresas do empresrio Adir Assad formam o laranjal da Delta Construes e, como afirmou o senhor Fernando Cavendish, todas as empreiteiras usam os mesmos caminhos, basta seguir o dinheiro e desarranjar todo o esquema que nos faz vtimas permanentes do roubo das empreiteiras e da falta de dignidade dos nossos polticos (Uma luz no fim do tnel, 22 de agosto). Acabaria a festa,
ANA MARIA MANDELLI
Rio de Janeiro, RJ

MIRO TEIXEIRA
 de uma lucidez impressionante a afirmao do deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), de que (...) A imprensa  a nica entidade que investiga o poder. O resto  tudo chapa-branca (Veja Essa, 22 de agosto). A constatao passa pelo corporativismo existente nos poderes  e pela forma risvel como ocorrem as nomeaes de dirigentes dos rgos responsveis pelo seu controle.
LINO ABEL NUNES 
Porto Alegre, RS

GREVE DE SERVIDORES PBLICOS
Considero um absurdo esse nmero imenso de servidores pblicos em greve no Brasil. No bastam as regalias de cada categoria, eles querem supersalrios (Os grevistas querem ganhar mais do que a presidente, Holofote, 22 de agosto). Que a presidente Dilma Rousseff seja firme e no aceite esses pedidos abusivos.
ROQUE RONALD JR.
Por e-mail

SADE
Ministro da Sade, Alexandre Padilha, por favor, no subestime a inteligncia da populao brasileira. Os pacientes sabem a localizao de UPAs, ambulatrios, centros de especialidades mdicas etc. O que eles no sabem  se tero o atendimento de que necessitam  e, se tiverem, quanto tempo ser preciso esperar para isso (Um GPS para a sade, Holofote, 22 de agosto). Assim como na educao, na sade o problema mais importante  a gesto.
REGINA SILVA
Belo Horizonte, MG

ROYALTIES DO PR-SAL
Eu me senti diretamente contemplada pela reportagem Aonde foi a riqueza do petrleo? (22 de agosto), no apenas pelo tema, mas porque essa  a pergunta que me fao cada vez que volto  minha cidade natal. Campos dos Goytacazes, no Rio. A resposta para a pergunta provavelmente pode ser encontrada nas polpudas contas-correntes de polticos corruptos e na anlise do enriquecimento meterico e inexplicvel que eles apresentam. Lamento que minha cidade seja vtima de polticos oportunistas e assistencialistas, sem nenhum compromisso com o progresso e que, ainda por cima, esto prestes a se reeleger.
GIL BANDEIRA
Mogi-Mirim, SP

H tempos que minha rica cidade tem sido refm da mais pobre das politicagens. Nossas campanhas eleitorais so guerras de denncias. Enquanto no se faz a justia de que Campos precisa e que merece ter, nossas principais faces polticas (conhecidas localmente por alcunhas menos lisonjeiras) se alternam no poder para implementar o tipo de assistencialismo eleitoreiro mais barato e inconsequente. Esse comportamento em nada condiz com as nossas aspiraes e o nosso potencial para ajudar a estabelecer um modelo de desenvolvimento sustentvel para o Brasil.
MARCELO AMOY
Campos dos Goytacazes, RJ

Falta uma verificao mais apurada do poder pblico para saber onde esto sendo investidos os recursos abundantes dos royalties do petrleo. Fico revoltado com a falta de investimentos em Maca para a melhoria da vida da populao, que convive com um dos maiores ndices de homicdios no Brasil. A Petrobras cumpre com as regras de explorao do petrleo, repassando para as prefeituras e os governos estadual e federal a participao dos royalties, mas no pode exercer o poder de fiscalizao. A populao, com seu voto, e os rgos de controle do poder pblico tm de agir para eliminar da vida pblica esses maus gestores dos recursos.
ARIANO VILAR TRINDADE
Maca, RJ

CARTA AO LEITOR
Parabenizo VEJA pela bela iniciativa de nos mostrar os benefcios que podem vir (ou no) com a explorao do pr-sal e nos informar o que o ouro negro tem distribudo nesses anos todos  populao (Como escapar de uma maldio, Carta ao Leitor, 22 de agosto). Conheo algumas cidades citadas na reportagem de VEJA, principalmente Maca.  fato que existem discrepncias sociais na cidade. Que o pr-sal no caia em armadilhas e que seja uma fonte de riqueza, empregos e prosperidade no s para as cidades envolvidas, mas tambm para todo o pas. A ns cabe fiscalizar e acompanhar o destino que nossos governantes (de todas as esferas) esto dando a essas verbas.
WALTER LYNCH NETO
Niteri, RJ

MALSON DA NBREGA
Considero importante que cada habitante de nossa amada ptria tenha acesso ao melhor produto pelo menor preo, independentemente da origem do produto ou servio.  assim que se valoriza o salrio e se criam mais consumo e mais poupana, e no forando as pessoas a pagar mais caro s para proteger uns poucos industriais incompetentes dentro de um sistema tributrio injusto (O lado bom da desindustrializao, 22 de agosto).
SERGIO MOURA
Ribeiro Preto, SP

CARRO IMPORTADO
 um absurdo um modelo de carro (Jeep Grand Cherokee) nos Estados Unidos custar 56.000 reais e no Brasil ser vendido por 181.000 reais (Nmeros, 22 de agosto). Se no houvesse distores como essa, a grande maioria do povo brasileiro teria condies de possuir um carro zero.
SANDOVAL CARDOSO DIAS
Duque de Caxias, RJ

Brasileiros roubados ao comprar carros importados? Bobagem! Os compradores so pessoas informadas que viajam e fazem o que querem com seu dinheiro. Difcil  aceitar a extorso aos de baixa renda pelos altos impostos em alimentos, medicamentos e outros produtos fundamentais  populao.
KARINA BUENAO FRANA PENIN
Belm, PA

ESPANHA
Achei muito boa a reportagem O dia a dia de uma recesso (22 de agosto), sobre a realidade econmica na Espanha. Mas o que me chama a ateno em relao quele pas  o vdeo que circula em redes sociais mostrando a crueldade com um touro, j agonizando, com o sangue escorrendo das narinas e da boca e se misturando  areia. Tanta valentia contra um animal indefeso! Eu me pergunto como pode um pas catlico como a Espanha tolerar, no sculo XXI, essa violncia. Os problemas deles tornaram-se pequenos diante de tamanha infmia de toureiros e espectadores desse show macabro.
CHARLES LIMA DE ALMEIDA
Braslia, DF

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO
Parabenizo Roberto Pompeu de Toledo pelo artigo Chacina olmpica (22 de agosto). A Olimpada h muito perdeu o esprito olmpico. O que vemos hoje  uma vitrine de empresas e pases. As potncias nucleares dominam o quadro de medalhas. O restante  periferia. Alis, o Brasil, com mais de 190 milhes de habitantes, conseguiu apenas trs medalhas de ouro na Olimpada de Londres. Que lavada! Lavada tambm em outras reas, como sade, educao e distribuio de renda. Pelo menos em violncia, o pas  experiente.  at o favorito.  preciso aproveitar esse fator. Para a Olimpada do Rio de Janeiro, em 2016, sugiro uma reestruturao do pentatlo moderno, que seria composto das seguintes modalidades: corrupo sincronizada, assalto triplo, impunidade rtmica, crime sem obstculo e levantamento de mortes. Assim, a medalha de ouro ser brasileira!
GUILHERME TADASHI HONO BATISTA
Curitiba, PR

FUTEBOL
Em um pas onde milhares ganham um msero salrio mnimo, acho uma vergonha a Confederao Brasileira de Futebol (CBF) se dar ao luxo de oferecer o prmio de 400.000 reais a cada um dos jogadores da seleo brasileira  caso eles ganhassem a medalha de ouro na Olimpada de Londres (400.000 reais ou zero. Radar, 22 de agosto).
AGUINALDO BRITO DE OLIVEIRA
Jacobina, BA

GINSTICA
Depois da reportagem Medidas extremas (22 de agosto), fiquei pensando: Qual o futuro desse pessoal? O que acontecer com seus msculos quando eles pararem de se exercitar, ou quando ficarem velhos? Pouco tempos atrs, vi uma foto do ator e poltico Arnold Schwarzenegger e me deu vontade de chorar.
CLAUDIO A. B. RECH
Santa Cruz do Sul, RS

100 ANOS DE NELSON RODRIGUES 
Excelente a abordagem da reportagem A cara do Brasil real (22 de agosto), sobre o centenrio de Nelson Rodrigues. Esse mestre da dramaturgia, que sempre esteve  frente do seu tempo, expondo a fragilidade das instituies sociais, como a famlia, foi uma das poucas pessoas que usaram sua genialidade para derrubar o mito da moral imposta por nossa sociedade hipcrita e preconceituosa. Sempre me senti uma personagem rodriguiana por causa da minha ingenuidade ou insensatez de confessar minhas taras, fantasias e fraquezas.
SIMONE SACRAMENTO DE MATOS
Salvador, BA

Recebi um presente valioso de VEJA: a reportagem sobre o jornalista, cronista e dramaturgo Nelson Rodrigues, bem na semana em que tambm comemoro meu aniversrio. Considero-o um dos grandes da lngua portuguesa e tenho a atestar que, embora nunca esquecido, ele foi muitas vezes mal compreendido e atacado pelo que no escreveu. Como todo gnio, apresentou muitas contradies que, em nenhum momento, diminuram o valor de sua obra. Sua crnica A Menina sem Estrela  uma das mais belas e tocantes pginas escritas no Brasil.
SANDRO MEGALE PIZZO
So Carlos,  SP

Correes o crdito da foto que mostra o escritor Diogo Mainardi com os filhos, publicada na pgina 134 da edio 2283 (Uma queda para o alto, 22 de agosto),  de Ruy Teixeira. 
O trecho da fronteira do Brasil com o Paraguai citado na nota Uma ponte contra o crime (Holofote, 22 de agosto)  demarcado pelo Rio Paran, e no pelo Rio Iguau. 
A Agrovneto no entrou com pedido de recuperao judicial, conforme afirmou a nota De crista baixa (Radar 22 de agosto). 
Na nota Seis-estrelas (Radar 22 de agosto), o nome correto da proprietria da marca Bulgari  LVMH.

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
E-BOOK
O livro cinquenta Tons de cinza  sucesso tambm nos meios digitais. Em trs semanas, j vendeu cerca de 8000 verses para tablete  um meio em que, no Brasil,  raro um livro ultrapassar a barreira das 500 cpias. www.veja.com/radar

ESPELHO MEU
LUCIA MANDEL
CNCER
Quem tem muitas pintas deve ir rotineiramente ao dermatologista para chec-las. Mas o autoexame  muito til. H regras que ajudam a identificar pintas perigosas  aquelas com risco de se transformar em cncer de pele. www.veja.com/espelhomeu

NOVA TEMPORADA
FERNANDA FURQUIM
THE OFFICE
A verso americana de The Office termina na nona temporada. O fim da srie j era esperado desde a sada de Steve Carell na stima temporada e de James Spader, na oitava. www.veja.com/temporada

QUANTO DRAMA!
PATRICIA VILLALBA
REMAKES
O remake nunca teve tanta fora. No  falta de criatividade, como muitos dizem, s o reaproveitamento de um trabalho que resultou bem no passado e desperta interesse no pblico, diz Silvio de Abreu. www.veja.com/quantodrama

VIVER BEM
O SONO COMO UM DESAFIO
 comum dizer que um adulto saudvel deve dormir oito horas por noite, mas essa afirmao  mais um dos mitos que se criaram sobre o assunto. J se sabe que a quantidade ideal de horas de sono varia de indivduo para indivduo. Algumas pessoas precisam dormir aproximadamente cinco horas por noite  so os chamados curto-dormidores. Os longo-dormidores necessitam de, no mnimo, nove horas e os indiferentes, que constituem a maioria da populao, dormem uma mdia de sete a oito horas por noite. A maior parte dos especialistas concorda que no h receita nica para uma boa noite de sono. O ideal  dormir a quantidade de horas de que o organismo necessita para acordar bem na manh seguinte. www.veja.com/viverbem

SOBRE IMAGENS
A IMIGRAO JAPONESA NO PARAN
Com imagens de familiares e cenrios de sua rotina, Haruo Ohara (1909-1999) fez um importante documento sobre a imigrao japonesa no Paran e a cidade de Londrina. Ohara chegou ao Brasil em 1927 e foi trabalhar na lavoura de caf no interior de So Paulo. No comeo dos anos 1930, adquiriu terras no Paran e seguiu no plantio do caf e frutas. Comeou a fotografar aos 29 anos. Em 1951, criou o Foto-Cine Clube de Londrina, mas s no fim da dcada de 80 sua obra ganhou notoriedade. Em 2008, o acervo de Haruo Ohara foi doado pela famlia ao Instituto Moreira Salles. O blog mostra algumas dessas imagens. www.veja.com/sobreimagens

AUGUSTO NUNES
O DIALEFO QUE USA FRAQUE, CARTOLA E POLAINAS
Por que muitos integrantes do Supremo Tribunal Federal falam um dialeto sem parentesco com lngua de gente? Para melhorar a vida dos espectadores que se esforam para entender o que eles dizem, o elenco no palco do STF precisa reduzir a frequncia dos surtos de vaidade, no amar to perdidamente o som da prpria voz, tratar com mais compaixo os brasileiros comuns e com menos demncia a bandidagem da classe especial. No  pedir muito. E  tudo o que o Brasil decente quer. www.veja.com/augustonunes

 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  COMO AGIR DIANTE DE UMA CRISE CONVULSIVA
Motivos que levam  crise podem ser diversos e vo desde falha no funcionamento do crebro at hipoglicemia e abuso de drogas.

     O corpo sofre contraes musculares intensas e involuntrias. A pessoa se debate, pode ficar arroxeada, lbios e dentes ficam cerrados e h salivao excessiva. Na maioria das vezes, ocorre perda de conscincia. Essa  a descrio feita por quem j presenciou uma crise convulsiva, condio que ocorre repentinamente.
     Segundo dados da Organizao Mundial da Sade (OMS), at 10% da populao mundial tem, ao menos, uma convulso durante toda a vida. Diante de uma situao como essa, esquea o que diz a crena popular e jamais tente abrir a boca de algum que esteja tendo convulso. A orientao  colocar a pessoa deitada no cho, mantendo-a afastada de objetos cortantes e mveis. Se possvel, retire colares e culos e proteja a cabea com uma almofada, travesseiro ou algo macio.
     Outra medida importante  virar a pessoa de lado, pois essa posio no permite que a lngua obstrua a passagem do ar, alm de evitar o engasgo com a saliva.
     As crises em geral duram cerca de dois minutos, podendo se estender por at cinco. Se o tempo for superior ou se essa for a primeira crise, acione a emergncia ou leve a pessoa a um hospital.
     Quando a convulso termina,  normal haver sonolncia, dor de cabea e confuso mental. Esse estado pode durar de uma a duas horas e nesse perodo  necessrio evitar que a pessoa coma ou beba, pois os movimentos ainda podem estar descoordenados.
     Ao contrrio do que muitos acreditam, nem toda crise convulsiva  sintoma de epilepsia. A convulso s caracteriza um quadro dessa doena caso se repita por mais de duas vezes. A epilepsia  um distrbio neurolgico crnico, uma falha nos impulsos eltricos do crebro, que afeta pessoas de todas as idades. A estimativa da OMS  que 50 milhes de pessoas em todo o mundo sejam epilpticas.
     No h cura para epilepsia, mas em 70% dos casos, com o uso de medicao adequada, as convulses deixam de ocorrer. Para a parcela que no responde aos tratamentos disponveis atualmente, a cincia tem apresentado boas esperanas com o avano na busca por alternativas. Novos medicamentos esto em teste e h tambm a investigao de outras linhas de procedimento, como dieta especfica e a neuromodulao do crebro, como solues possveis para o problema.

Saiba mais sobre este e outros assuntos no site www.einstein.br
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Sua sade  o centro de tudo.
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Responsvel Tcnico:
Dr. Miguel Cendoroglo Neto - CRM: 48949

